Pesquisa desenvolvida na UNICID relata impactos da pandemia na mobilidade de idosos

Profa. Dra. Mônica Rodrigues Perracini, da Unicid, trabalhou em estudo que identifica grupos mais vulneráveis entre os já afetados pelas restrições. O estudo foi desenvolvido por meio do projeto Remobiliza, […]

07/05/2021

Profa. Dra. Mônica Rodrigues Perracini, da Unicid, trabalhou em estudo que identifica grupos mais vulneráveis entre os já afetados pelas restrições. O estudo foi desenvolvido por meio do projeto Remobiliza, da Rede de Estudos em Mobilidade no Envelhecimento que ela lidera.

Este ano, após os 12 meses de duração da pesquisa, os resultados estão relatados no artigo “Impact of COVID-19 Pandemic on Life-Space Mobility of Older Adults Living in Brazil: REMOBILIZE Study”.

A docente disse que o artigo por enquanto está apenas em inglês, mas as principais informações podem ser conhecidas em postagens na conta do Instagram do projeto, o rede.remobilize, em português.

Esse estudo é o primeiro sobre a restrição da mobilidade em idosos brasileiros de diversas regiões do país. “Estamos acompanhando estes idosos para saber como estará a mobilidade deles depois de meses de restrição”, nos contou a pesquisadora.

Seja dentro ou fora de casa, a população idosa tem em sua rotina certa vida ativa. A pandemia do Covid-19 trouxe, além do medo da contaminação pelo vírus, a necessidade de isolamento, resultando em diminuição do nível de atividade física, comprometimento da capacidade funcional, dificuldade no manejo das doenças crônicas e aumento de fragilidade, segundo a doutora.

Por isso, dentro da já esperada diminuição relatada pelos idosos pesquisados, o estudo detectou que alguns grupos sofreram restrição maior:
– idosos que moravam sozinhos;
– os de cor/raça preta;
– idades entre 70-70 anos.

Foram enviados questionários on-line e participaram 1.482 idosos de 22 estados brasileiros.

O estudo ressalta que “ações devem ser colocadas em prática para superar essa deterioração e reverter esses efeitos entre os grupos vulneráveis mais afetados”.

Nesse cenário, a profa. Mônica defende a importância do papel do fisioterapeuta, “fundamental não só para a reabilitação dos idosos que tiveram Covid-19, mas aqueles que sofreram o impacto da inatividade física e consequente descondicionamento global, com perda de força muscular, equilíbrio e condicionamento cardiorrespiratório”.

Você pode ler o artigo na íntegra clicando aqui.

Pensou em “força muscular, equilíbrio e condicionamento cardiorrespiratório”, pensou em Fisioterapia! A recuperação dos movimentos e da saúde dos pacientes significa qualidade de vida!